segunda-feira, 11 de junho de 2007

Preservando a essência de viver intensamente

É engraçado como a vida sempre acaba nos surpreendendo. Seja através de acontecimentos (não necessariamente grandes) ou de pessoas que acabam por fazer você mudar certos conceitos aparentemente inquestionáveis. Na manhã de ontem estava falando sobre essas coisas da vida com um amigo. Falávamos sobre a importância de viver intensamente cada momento. De aproveitar todas as fases da vida, como se fossem únicas. E na verdade, elas são. O tempo de pular na piscina de bolinhas já passou, brincar de bonequinho não é mais interessante como na infância. Aaah, e como era bom! O tempo de assistir Malhação e reclamar que os pais não deixam fazer nada também se foi. Dentro de uma visão pessimista, poderia me desesperar por estar “ficando velho”. Mas não acredito que seja por aí que as coisas funcionam. A infância foi, e a adolescência também, mas não posso e nem conseguiria olhar pra trás e me lamentar por não ter feito isso ou aquilo. Foram ótimos momentos, que ficarão guardados e com certeza serão relembrados. Mas é isso, hoje a vida é outra, existem novos desafios, novas pessoas, novos sonhos, mas sempre a velha essência de viver intensamente.
E viver intensamente não quer dizer saltar de pára-quedas ou viajar pelo mundo, mas sim perceber e sentir que seu dia-a-dia é repleto de coisas maravilhosas e de pessoas que fazem a diferença. Como um agradável sábado de sol, ao lado de alguém especial, falando bobagem e sorrindo. Sem se preocupar com o prazo de entrega daquele trabalho. Relaxa, tudo tem sua hora. Estar com os amigos numa noite, e sem querer, ver uma estrela cadente no céu e fazer um pedido. Como se ela tivesse aparecido só para você, naquele momento único. Dar risada da comida ruim do restaurante. Ir até a Feira da Ordem e ouvir uma linda mensagem de um artesão, que te cativa de uma forma que você não tem outra opção senão levar sua arte pra casa. E o melhor, perceber que o que ele mais queria não era vender seu produto, mas sim, transmitir a mensagem. A venda era um mero detalhe. Gosto de acreditar que ainda existem pessoas boas nesse mundo tão sofrido. Ele disse várias coisas, mas uma que me chamou muito a atenção foi o texto “Ouse Fazer”. Segue um trecho abaixo, que encerra o primeiro post desse blog que não tem ambição alguma, a não ser difundir singelas palavras positivas a quem interessar.
Obrigado pela leitura.


“Quantos de nós nos entregamos antes mesmo de tentar. Pela simples dificuldade de perceber que é possível ultrapassar o limite do círculo que em torno de nós e ao longo da vida traçamos. Quantas vezes estivemos na eminência de girar a maçaneta da porta que nos levaria da escuridão à claridade e não o fizemos, simplesmente por não aceitar o impulso livre, soberano e intuitivo que conduzia nossas mãos a girar. Por não crer na liberdade, nos impulsos da alma e na própria intuição.”

José Oliva

3 comentários:

Lauchdanan disse...

Como diz o povo de SP: CARÁLEO, q massa o teu blog, little John!!
Porra, serio mesmo!
Resolvi começar a ler desde o começo e... me surpreendi. Nao conhecia esse lado filosofico seu. Mto massa mesmo... Vou continuar a ler o resto das paradas aki!
Akele abraçao!

nah.jornalismo disse...

Naum sei se vc recebe algum aviso quando comentam no seu blog, mas resolvi comentar no primeiro post depois de ler todos..
e ao ler seu primeiro post (último da minha leitura), resolvi deixar um comentariozinho.. =)
dizer que um dos meus maiores presentes esse ano foi ter entrado na Quantum e, conseqüentemente, conhecido vc e todo mundo!
Seus textos estão muitooo legais.. escreve maaaais, vai!!!
ahiuahhahaahia
Beeeeeeijo eijo, Joones!

João Guilherme Brotto disse...

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