domingo, 26 de abril de 2009

"Jamais houve história mais dolorosa que esta de Julieta e seu Romeu"

Entro nesse espaço hoje porque acho que a peça que vi ontem precisa ser comentada, e por uma mulher.
Antes de falar sobre ela e sobre todas as reflexões que ela gera, falo de mim.
Sou Natasha Schiebel, jornalista e namorada do João Guilherme. Poderia escrever muito mais sobre mim, mas pelo objetivo que me trouxe aqui isso basta...

Uma história de amor é sempre cercada de bons e maus momentos. De desejo, paixão, medos, inseguranças e, principalmente, VONTADE. Vontade de estar com quem se ama. Vontade de que tudo dê certo. Vontade de que aquele sentimento dure para sempre.
E tudo isso estava presente na bela peça Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Mas nesta história, um outro sentimento, totalmente contrastante com o amor, era muito forte: o ódio.

Pode ser que você esteja pensando: “ela não precisa me contar essa história. Eu sei que existia uma briga entre famílias e o amor entre dois jovens. Ah, e eu sei até como tudo isso acaba...”
Mas não é para contar a história desse romance que eu estou aqui, caro leitor. Assistindo, ontem, a peça "Romeu e Julieta", em cartaz em Curitiba no Espaço Cultural Falec (mais informações no fim do texto), o que mais me chamou a atenção não foi o belo amor entre esses dois, e sim o texto (adaptado por Edson Bueno), que levou os espectadores à intensa reflexão sobre dois sentimentos tão distintos.

Eu me considero uma pessoa romântica e sensível, mas acho que não é preciso ser como eu para no decorrer desta apresentação refletir sobre o mais belo e o mais terrível dos sentimentos humanos.
Em poucos minutos de peça eu já derrubava algumas lágrimas e respondia internamente às perguntas dos atores que nos faziam sentir vivendo na Verona do século XVI. “O que é o amor? O que é o ódio?”

O talento de cada uma das pessoas que atuava naquele palco é indiscutível, e a cada novo diálogo mais questionamentos e mais “respostas” surgiam através dos meus próprios pensamentos e, com certeza, dos pensamentos de outras pessoas que presenciaram a estreia daquela encenação.
Apesar das lágrimas que insistiam em correr, também pude dar boas risadas, já que aquela história, assim como todas as outras histórias de amor e como as nossas vidas, alterna bons e maus momentos!

Mais uma vez, tive a certeza de que o “seja eterno enquanto dure” deve ser uma máxima para todos os casais de enamorados, que precisam saber curtir todos os momentos em que estão juntos. Ah, e o “que seja eterno enquanto dure” também vale para os amigos, que precisam superar fases ruins e aproveitar fases boas da vida, que pode ser mais breve do que imaginamos, do que sonhamos.

Espero que você também tenha o prazer de assistir à esta peça, e que aproveite o momento para pensar sobre amor, ódio, amizade, família, entrega, enfim, sobre os sentimentos e pessoas que fazem parte das nossas vidas! É uma oportunidade diferente de colocar os sentimentos em questão e de valorizar mais quem está conosco... É uma chance de entender a importância de cada sentimento não apenas para nossas vidas, mas também para o andamento do mundo.

Romeu e Julieta, a peça, tem o poder de fazer-nos entender que se o amor pode levar à vida, o ódio pode, ao contrário, levar à morte!

Se eu consegui despertar em você a vontade de ver a peça e se você está em Curitiba, não perca tempo. Acesse o site

http://www.descubracuritiba.com.br/?s=teatro&ss=peca&id=1266
e encontre o melhor horário para você ver de perto a história mais dolorosa que já se viu. A história de Julieta e seu amado Romeu.

Para quem não está na capital paranaense basta torcer para que um dia sua cidade tenha a honra de receber essa adaptação do eterno caso de amor entre um Montecchio e uma Capuleto, recontada de forma única.

Obrigada pelo espaço, amor meu!

2 comentários:

Fabi disse...

Nah,

Adorei o post, o João comentou comigo da peça e fiquei com muita vontade de ver (até pq ele é exigente haha, geralmente indica coisas que valem a pena). Confesso que até me arrepiei em algumas partes do texto, sabe quando você lê algo é pensa "nossa...é isso mesmo", com certeza domingo estarei lá. E quem sabe não encontro algumas das respostas que ando procurando!

O compartilhamento de informações é necessário, mas o de conhecimento, ah...esse é essencial. Isso sim, é Jornalismo!

Beijo!

Natasha Schiebel disse...

Acabei de lembrar dessa peça e vim aqui reler o que escrevi.. =)
Tah na hora de atualizar, João Guilherme!