quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Hãn?

O "Ministério do Jornalismo" adverte:
Criatividade em excesso pode decretar o fim de sua carreira!

Escrever é perigoso, gente. Tomem cuidado!!


"Assim como comida, todos precisam de autopeças. Mas isso não impede que você trate seu cliente da melhor forma possível. Pelo contrário. Está provado que o consumidor moderno preocupa-se com muita coisa além de preço baixo. Cliente bem atendido é cliente fiel."

Entendeu? Nem eu!
Mas isso quase foi publicado!
Hahaha.

Uma boa tarde.

sábado, 19 de janeiro de 2008

atleTiba

Mais de dois anos se passaram desde a última vez que presenciei o espetáculo maior do futebol paranaense. Difícil descrever o que um Atletiba representa. Não existe nada igual. Aquela ansiedade que antecede ao clássico é como uma droga. Causa euforia, alegria, entusiasmo, expectativa.
Esse jogo é especial. Marca o início de uma nova era. Voltamos! Após dois anos de sofrimento na sofrida segunda divisão, estamos de volta!!! E como as coisas estão diferentes. Lembro-me quando tudo isso começou. Foi no dia 10/04/05, primeira partida da final do campeonato paranaense e meu aniversário. Nossa torcida, que sempre foi vista como fria, apoiou o time de forma que eu jamais havia visto. 90 minutos que ficaram eternizados. Aquele grito de COOOOOOOXAAAAAAAAAAA durante o jogo inteiro, calando a torcida adversária, foi o melhor presente que eu poderia ganhar. Tá certo que naquele ano acabamos rebaixados. Mas isso também foi crucial para que o que existe hoje pudesse acontecer. A segundona foi sofrida demais. Só nós sabemos o quanto foi difícil jogar contra aqueles adversários desconhecidos, nos confins do Brasil.

Mas como tudo na vida é aprendizado, pra nação coxa-branca não foi diferente. Nossa torcida que estava em processo de mudança desde o jogo citado há pouco, se uniu mais do que nunca e realizamos festas memoráveis, lotando o Couto Pereira em todos os jogos. Empurrando o time como nunca alguém pudera imaginar. Até mesmo os mais críticos se renderam aos encantos da nação alviverde. Me emociono quando lembro das idas aos jogos com meu pai. Ele que sempre falava que nossa torcida “era fraca”, se rendendo, ficando emocionado, dizendo “Nunca vi essa torcida fazendo isso” O fantástico era que ele dizia isso após cada jogo. Pra mim era a prova de tudo era diferente! Afinal, pai é pai. Desde moleque indo aos jogos com ele. Quantos atleTibas inesquecíveis não vimos juntos. Como esquecer os 3x0 no Brasileirão da série B de 1995?! Jogos debaixo de chuva, derrotas, tristezas, mas muitas, muitas alegrias! Costumo falar: A maior herança que guardo de minha família é a honra de torcer para o Coritiba. Vô Brotto sempre presente em todos os jogos. Tenho certeza que aqueles 4 penaltis do jogo contra o Ipatinga do ano passado foi mãozinha dele. Hehehe. Não há um jogo em que não me recorde do velhinho!!

Agora, voltando ao atleTiba, realmente não existe nada igual à isso. Curitiba respira o clássico. Você anda nas ruas e vê todo mundo com camisas, gente fazendo apostas, provocando. Que saudaaaades disso!!! E amanhã, todos já sabem: Todos os caminhos levam ao Alto da Glória!!! Lamento o fato da diretoria ter proibido os matérias da torcida atleticana. Acho uma retaliação babaca, que reduz o brilho do espetáculo. Se os coronéis do buraco proíbem, o problema é deles. Sei que poucos compartilham desse mesmo pensamento, mas deveríamos liberar, erguer nossas vezes e calar a caveirinha!















Foto: Natasha Schiebel

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Cazuza - Blues da Piedade


Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem



Composição: Roberto Frejat/Cazuza

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Talvez o nome do blog nunca tenha sido tão apropriado.

Hoje pela manhã, estava chegando em casa e avistei uma fumaça cabulosa.
Fui checar...
Era o Renault Clio do seu Altamiro pegando fogo.

À ele, só sobrou o extintor e o telefone do seguro.





Um bom feriado à todos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Pátria amada, Brasil!




Road trippin' with my four favorite allies
Fully loaded we got snacks and supplies
It's time to leave this town
It's time to steal away
Let's go get lost
Let's go get lost
Let's go get lost

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Revolta!


Mais uma atrocidade!
Mais impunidade?

O que esperar do falido Código Penal Brasileiro?

Terá que morrer mais um João Hélio ou mais uma Ana Cláudia para que as autoridades repensem nossa legislação?

Logo essa barbárie será esquecida. Afinal, o presidente do Senado merece mais atenção.

Haja paciência ( e sorte) para o povo brasileiro!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Qual prefere?

Parque Barigui

Estou escrevendo uma matéria sobre o crack. Fui hoje até a Cravi , e conversei com algumas residentes da Casa. Escutei cada coisa, que sério, fazia tremer.

Patrícia Cristina Bordenowski, 31, que tem uma filha de oito anos me disse o seguinte: "Só parei de fumar quando estava grávida e amamentando. Mas tirei minha filha do peito para voltar para o vício. Praticamente não vi ela crescer. (...) Fumava na frente dela.”

Estar diante de dependentes de crack, conhecendo as mais nefastas histórias de vida, faz, no mínimo, você rever alguns conceitos pessoais, e, porque não, alguns pré-conceitos também.

Foi uma experiência incrível, do ponto de visto profissional, mas principalmente, pessoal. Você se torna "pequeno" diante de pessoas nessa situação. As meninas possuem um olhar lindo, cheio de esperança. Felizes! Orgulhosas pelo simples fato de conseguirem lutar contra a droga, que, "em dez minutos te vicia, e faz você não querer sair do quarto por quatro dias consecutivos. Acabando por perder 35 kg, pouco tempo depois, virando um cisco de insignificância . Alto estima zero.", diz Patrícia.

Perguntei à ela se gostaria que não divulgasse seu nome. Não viu problema nenhum. Fiquei surpreso e feliz com sua resposta. No caminho de volta pensei muito sobre tudo que tive a oportunidade de vivenciar. Dá pra dizer que seriam aqueles dez minutos do dia, reservados para auto-reflexão. Atividade que tinha acabado de aprender na Cravi.

“Tudo se resume à nossa própria escolha!”

Foi o que ouvi lá dentro.